A Comissão Concelhia de Loures do PCP, saúda e valoriza a enorme solidariedade que tem sido manifestada, quer por organizações sociais, quer por trabalhadores e população do Concelho e do Distrito, que num alargado e generoso apoio político e material, tem constituído um suporte de primeira importância para a manutenção e continuidade desta luta pelo direito ao trabalho e ao salário.

Organizações sociais, trabalhadores e populares do Concelho de Loures e do Distrito de Lisboa, face ao drama social de cerca de 500 trabalhadoras que até esta data apenas receberam parte do salário de Novembro, não tendo recebido nem o salário de Dezembro, nem o subsídio de Natal, face à situação insustentável de várias trabalhadoras cujo exclusivo sustento é o salário que não receberam da Ex- Triumph Internacional, têm por todas formas, expresso e concretizado uma justa e humana solidariedade a estas trabalhadoras, desde água, leite, café, bolos, pão, sopa, carne entre muitos outros alimentos, lenha, fogareiro, pavilhões, apoio logístico, etc.

Esta luta diária, de 24 horas sobre 24h, ao frio e à chuva, pela defesa dos cerca de 500 postos de trabalho e pela continuação da produção da Ex - Triumph Internacional, na Portela, vai entrar na sua segunda semana e carece de um alargamento, ainda mais significativo, de apoio político e material.

Assim, a Comissão Concelhia de Loures do PCP, lança um apelo aos trabalhadores, à população, às várias organizações sociais do Concelho para que se organize um ainda mais vasto e generoso movimento de solidariedade política e material para com as trabalhadoras da Ex - Triumph Internacional. Esta resposta é essencial para prosseguir a defesa dos postos de trabalho e da produção da empresa, agora sob a tutela da Gramax Internacional, grupo financeiro alemão de investimentos.

A Comissão Concelhia Loures, exorta mais uma vez o governo a tomar posição pública e a intervir com os vastos poderes políticos e financeiros de que dispõe para assegurar a produção na actual Gramax Internacional, estranhando, ao mesmo tempo, o silêncio ensurdecedor dos vários ministérios e serviços sociais estatais, designadamente, a Segurança Social.

 

Perante uma realidade social desta natureza, em que a fome já entra em casa de várias trabalhadoras, em que falta em muitas condições materiais para pagar a água, a luz, o transporte público, a creche e o infantário, não é explicável tal atitude do conjunto do governo.

Esperar pelo cansaço, pela desistência desta luta não é o caminho para atacar tão prementes e dramáticos problemas sociais. É preciso reagir com coragem, sem medo dos poderes económicos e financeiros e acreditando na capacidade de produzir dos trabalhadores e das empresas portuguesas.

Este silêncio, ausência e fechar de olhos, quer do governo, quer da Presidência e do Sr. Presidente da República, sempre pronto a comentar tudo e a estar em todo lado, é sobretudo estranho e incompreensível para as cercas das 500 trabalhadoras e respectivas famílias, que vitimas duma política que não aposta na sua capacidade de fazer bem, entendem, e com razões acrescidas, que ao fim de mais de uma semana ao frio e à chuva, merecem outra atenção e intervenção destes poderes políticos institucionais.

A Ex- Triumph Internacional, nem tem dívidas significativas, a maior será às trabalhadoras, tem maquinaria e trabalhadoras qualificadas, tem mercado e um produto qualificado e com largo mercado nacional e internacional, só falta aqui a determinação do governo para encarar esta realidade e optar sempre por se produzir mais no nosso País!

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